Dicas para reconhecer uma Clínica de Vacinação de Confiança

No domingo retrasado, o Fantástico exibiu reportagem sobre uma clínica de vacinas acusada de golpe da falsa vacina e segundo a reportagem “em alguns casos, a mesma agulha era aplicada em adultos e crianças”. Crime, abominável, anti ético, imoral, e que deve ser punido á altura, sem sombras de dúvidas. Principal e infelizmente, porque a proprietária da clínica era uma profissional de saúde, no caso, uma farmacêutica.

O que estranho e lamento profundamente é que essa reportagem não lembrou e sequer mencionou alguns fatos importantes e no mínino curiosos sobre clínica de vacinação no Brasil, justamente em época da liberação de vacinacao em farmácias no Brasil.

Vamos aos pontos:

1) no Brasil, qualquer pessoa pode ser proprietário de clínicas de vacinas;

2) elas devem possuir um MÉDICO responsável técnico, e aproveito pra frisar se em algum momento isso foi pontuado. A reportagem sequer mencionou a existência do meamo, quiçá quanto tempo ele deve estar presente no estabelecimento.

3) que a clínica deve ter autorização da vigilância sanitária e, por ter responsabilidade técnica médica são (ou deveriam ser) fiscalizadas pelo Conselho Regional de Medicina do correspondente estado.

4) A atividade possui natureza e regulamentação distinta da vacinação em farmácias, estabelecimento com presença integral de assistencia farmacêutica e extremamente fiscalizada em diversos estados do país pelas autoridades competentes.

Devido ao fato da proprietária do estabelecimento ser farmacêutica constatando-se o crime contra a saúde pública, deverá responder eticamente perante o Conselho Regional de Farmácia e receber pena que vai desde uma advertência até a cassação definitiva do registro profissional. Fora os demais processos em esfera judicial pública.

Mais informações podem ser obtidas na nota divulgada pelo CRF-RS, que pode ser lida clicando aqui.

Dicas para Reconhecer Clínicas de Vacinação de Confiança

Grande parte da população brasileira acaba recorrendo a clínicas de vacinação privadas em busca de vacinas que não são encontradas na rede pública com facilidade, principalmente quando se trata das vacinas para primeiros anos de vida de um filho(a).

Esse post nasceu da busca de pais preocupados e que me procuraram para ter pelo menos algum norte, e repassava essas dicas para os mesmos. Muitos, inclusive, ficariam decepcionados por todos alardearem sobre o fato, mas quase ninguém tentou educar os mesmos para não cairem em mais golpes.

Então, seguem algumas dicas:

  1. Sempre procure verificar os comentários em sites como google locais e reclame aqui, sobre o estabelecimento que pretende conhecer.
  2. Ao chegar no local, verifique se os seguintes documentos estão expostos e são válidos: cadastro da vigilância sanitária, cadastro do responsável técnico, alvará de funcionamento e alvará de bombeiros.
  3. Verifique se o responsável técnico esta presente, ou com qual frequência.
  4. Sempre analise a limpeza, organização e as condições sanitárias do local afinal, a sua saúde e dos seus depende disso.
  5. Na sala de aplicação certifique-se da limpeza pré e pós aplicação, bem como se o aplicador está utilizando luva, máscara e epi necessário.
  6. Nos momentos que antecedem a aplicação, é de praxe que os responsáveis acompanhem o aplicador retirar o medicamento de uma geladeira, exclusiva e de temperatura controlada para armazenamento de vacinas.
  7. Após retirar, o aplicador deverá apresentar o medicamento aos responsáveis pelo paciente. Neste momento, certifique-se da nomenclatura do mesmo, da concentração, da posologia a ser aplicada, bem como do lote e validade do produto. O medicamento deve estar em boas condições de armazenamento, não tenha dúvidas!
  8. O aplicador deve manipular o medicamento e seringa em frente aos responsáveis pelo paciente, assegurando as boas práticas ds manipulação e aplicação.
  9. Após a aplicação, os materiais invasivos devem ser descartados apropriadamente em descarpack para destinação de materiais contaminados, bem como os EPIs utilizados.
  10. Tendo qualquer dúvida ou suspeita, não hesite em denunciar: infelizmente a vigilância sanitária no Brasil é sucateada e mal equipada, e opera com muitas limitações, focando principalmente sua atuação na apuração de denúncias.
  11. E lembre-se: quem não deve, não teme, logo, não é a denúncia e a fiscalização que serão problemas, mas sim a má prática e a falta de zelo pelo próximo!
Anúncios

Deixe um comentário! :)

Faça o login usando um destes métodos para comentar:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

w

Conectando a %s