Dica para Farmacêutic@s que atuam em Farmácias e Drogarias : InformAção para transformar! (1) 💉💊

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Duas das grandes dificuldades e limitações encaradas no balcão de farmácia pelos farmacêuticos são a fonte de informações confiavéis e a busca destas informações. Estas foram verificadas pelos estudos de HENNINGEN (2009), GONÇALVEZ (2002), SILVA (2000) e RAPKIEWICZ (2006) é a qualidade e o acesso ás fontes de informação científica disponíveis para pesquisa e análise dos profissionais farmacêuticos em seu local de trabalho. Em tempos em que se debate a Medicina Baseada em Evidências, é de suma importância que os profissionais tenham capacidade crítica e metodológica para utilizar fontes de informação seguras, atualizadas e de alta qualidade.

Conforme demonstrado pelos estudos relatados, as fontes de informação utilizadas são reduzidas, muitas vezes de confiabilidade duvidosa, e raramente são utilizadas com enfoque nas principais atribuições do profissional farmacêutico, decretadas pelas organizações internacionais.
Destaca-se que, com frequência relevante, são analisadas somente as bulas dos medicamentos (confome descrito pelos estudos de GONÇALVEZ, 2002, e SILVA, 2000). Segundo HENNINGEN (2009), a página da Agência Nacional de Vigilância Sanitária é a fonte de informação on-line mais acessada e o Serviço de Atendimento ao Consumidor das Companhias Farmacêuticas, é o tipo de serviço de informação mais consultado.

A informação nas farmácias e drogarias é buscada, principalmente, para orientar o paciente. O profissional tem, em média, 2,3 livros nas drogarias e 6,1 nas farmácias. Em uma farmácia, a chance de se encontrar mais de cinco livros corresponde a 27 vezes aquela em uma drogaria. Os bulários são os livros mais freqüentemente disponíveis. Há acesso à Internet em 87,5% das farmácias com manipulação e em 59% das farmácias sem manipulação, sendo a chance de uma farmácias com manipulação ter este recurso, cinco vezes maior que aquela em uma farmácias sem manipulação. Destaca ainda que a falta de tempo é a principal limitação da busca de informação. Portanto, relata que o farmacêutico nos estabelecimentos pesquisados é carente de fontes adequadas de informação. Considera também que devido a importância da informação na prática farmacêutica, é necessário enfatizar a qualidade da fonte utilizada.

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É importante frisar que segundo dois estudos, de GONÇAVEZ et al (2002) e SILVA et al (2000), no qual analisaram-se a qualidade das informações técnico-científicas contidas em bulas de medicamentos, a serem utilizadas com instrumentos fontes de informação ao paciente e ao profissional de saúde, apresentaram conclusões preocupantes, frisando-se que: segundo o primeiro estudo citado, “consideradas insatisfatórias 91,4% e 97,0% das bulas, respectivamente para Informações ao Paciente (Parte I) e Informações Técnicas (Parte II), devido, principalmente, a informações incompletas e incorretas…“ , já de acordo com o segundo estudo, que “em nenhuma das bulas analisadas foi verificada a presença de todas as frases e demais informações exigidas pela legislação…

A ausência de informações importantes para o usuário, sobre o medicamento nas bulas, reduz o seu valor enquanto material educativo para o paciente.“ Portanto, mesmo que sejam frequentemente utilizadas pelos profissionais farmacêuticos como fontes de informação, é preocupante o fato de que esta seja a única fonte de informação considerada em grande parte dos casos.

Complementando-se a estes fatos, segundo RAPKIEWICZ (2006), em estudo realizado através da análise de registros de solicitações de informação ao Centro de Informação sobre Medicamentos do Conselho Regional de Farmácia do Paraná (CIM/CRF-PR), os dados corroboram a hipótese de que a formação dos farmacêuticos para a dispensação de medicamentos está deficiente. Os profissionais que mais utilizaram o serviço no período foram os farmacêuticos (86,9%), situados principalmente em farmácias comunitárias (55,6%) e hospitais (14,5%) Os temas mais perguntados foram identificação de especialidades farmacêuticas (15,0%), legislação (14,5%) e indicação (11,0%). Destaca-se, novamente, o fato de que dúvidas sobre farmacologia enviadas ao CIM em 2004 por farmacêuticos foram avaliadas e classificadas como decorrentes de má formação acadêmica ou dificuldade de acesso à literatura de qualidade.

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Por estes fatos, preparamos uma série de dicas para solucionar este problema de uma vez por todas!

Bateu aquela dúvida no balcão da farmácia em identificar o medicamento de uso contínuo de um paciente, e não existe registro prévio ou prescrição no momento? Ou se existe interação de um medicamento com outro? Se a posologia e tratamento estão adequados?

Use a o aplicativo Drugs.com. Ele disponibiliza muitas funcionalidades, dentre outras como: identificacao do farmaco por caracteristicas do comprimido, posologia usual, tratamentos convencionais por farmaco ou patologia, checagem de interação medicamentosa, registro de medicamentos utilizados por pacientes, farmácos de a-z, checagem de efeitos colaterais, busca de medicamentos (em inglês), dicas de cuidados especiais com medicamentos para grávidas e lactantes, dentre outras, contidas neste super aplicativo farmacêutico!

E, claro, para conferir bulas sempre utilize as novas versões pelo site da ANVISA, através do link: http://www.anvisa.gov.br/datavisa/fila_bula/.

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E você pode baixar no seu celular gratuitamente. No próximo post desta série, teremos mais! 🙂

#farmácia #balcão #saúde

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